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Sobre o ponto fundamental para construir uma boa redação - Realiza
em 22 de maio de 2018
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Escrever uma redação dissertativa-argumentativa é um problema para muitos estudantes que concorrem em concursos públicos. Como esse é ponto fraco da maioria das pessoas, aqueles que se esforçam para aprender construir um bom texto ganham destaque nas provas – e, assim, a redação transforma-se em porta de entrada para a carreira pública.

Mas por que estudantes têm tanta dificuldade escrever dentro da modalidade textual dissertativa?

A resposta é simples.

Isso acontece porque eles desconhecem a ideia por trás de uma dissertação argumentativa.

Escrever um texto argumentativo possui a mesma lógica que leva a escrever um comentário no facebook sobre um assunto sobre o qual se quer dar opinião. Destaque-se:

O-PI-NI-ÃO.

É esse é o ponto fundamental de toda redação dissertativa, cobrada em concursos públicos.

Observe-se que, tanto em um comentário opinativo no facebook, quanto em uma redação dissertativa, o autor expressa um ponto de vista sobre determinado assunto, tema ou acontecimento.

O que diferencia um do outro é que, no facebook, pode-se adotar uma linguagem informal, utilizar-se de frases feitas, emoticons, etc. No facebook, não é preciso explicar uma opinião, nem ser lógico nessa explicação – pode-se utilizar, por exemplo, gostos e sentimentos pessoais como base para qualquer comentário.

Já no texto dissertativo-argumentativo, é necessário se ater às regras ortográficas, inclinar-se à linguagem formal e, sobretudo, apresentar argumentos que, de fato, fundamentem uma opinião.

Retome-se a infância para lembrar que, na história dos três porquinhos, o mais bem-sucedido foi aquele que construiu a casa com tijolos. O porquinho que fez a casa de palha foi o primeiro a ruir. Em seguida, desmoronou a casa daquele que a edificou com madeira.

A história parece boba, mas ela revela algo que muitos esquecem. Por que se utiliza tijolos para construir uma casa? É óbvio: porque possuem firmeza; porque dão sustento.   

Com o texto dissertativo-argumentativo deve acontecer a mesma coisa. A construção do texto deve utilizar materiais sólidos e firmes – não recursos leves e inconsistentes.

Paixões são alguns desses materiais leves que podem fazer o texto ruir. Além delas, há outras matérias-primas inconsistentes: comparações de coisas que tem nada a ver com outra, gostos pessoais, conceitos religiosos – que estão numa esfera de conhecimento diferente.

A redação dissertativa-argumentativa serve ao conhecimento científico. Entre nele o que é passível de comprovação: fatos, dados, estudos, provas, documentos, monografias, falas de especialistas, ensaios filosóficos, textos literários de autores renomados e quaisquer outros materiais de mesma natureza.

Por isso é tão importante ler. A leitura não pode ter preconceito. Ela deve passear livremente por todas as perspectivas, fatos, acontecimentos e explicações. É a partir da experiência com essas leituras que o redator (ou aquele que ser redigir) tem a matéria-prima ideal para construir uma redação que não possua risco de ruir ao primeiro sopro.

Ao sentar-se frente a um papel em branco, o redator deve refletir sobre um assunto ou problema e opinar sobre ele. Escrever essa opinião no papel e procurar no mundo que o cerca, na vida que o define, aquilo que serve para convencer o leitor de que sua opinião faz sentido!

Em resumo: ter opinião e buscar convencimento do leitor a respeito dessa opinião através de fatos e constatações é a essência do texto dissertativo.

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