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As figuras e os vícios de linguagem - Realiza
em 14 de fevereiro de 2018
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AS FIGURAS E OS VÍCIOS DE LINGUAGEM

As Figuras e os Vícios de Linguagem têm extrema importância, não só para o falante de língua portuguesa, como também para o candidato que faz provas de concursos. São frequentes a menção e a exigência que os editais fazem em relação ao conteúdo de Figuras e Vícios de Linguagem. É quase uma regra infalível o fato de que esse assunto seja cobrado em sua prova de concurso. Sabendo disso, vamos aos conceitos e explicações.  

 

Ana foi ao marceneiro com o argumento de que a porta da cozinha estava roncando. João participou de um debate na aula de português sobre a possibilidade de a frase “A gente fomos à festa” estar correta. Olavo Bilac se referiu à língua portuguesa como “a última Flor do Lácio.” Augusta, na linha 12 de sua redação, omitiu a preposição obrigatória do verbo “precisar”, quando transitivo indireto. Leonardo disse que sua esposa era uma raposa. A família Silva pagou caro em um conjunto de peças para a cozinha e ficou indignada quando a asa de uma das xícaras quebrou facilmente. O professor Cláudio tentou explicar a expressão “Lar, doce lar” para seus alunos, porém não obteve êxito. Por fim, Benvinda e Maria estão em uma discussão sobre em que número o verbo “alugar” deve ficar na frase “Alugam-se/Aluga-se estas casas.”

 

            No parágrafo anterior, em cada situação narrada, temos estratégias linguísticas usadas para dar um determinado efeito na interpretação do leitor ou do ouvinte. Essa é a definição de Figuras de Linguagem. Em outras palavras, segundo o Dicionário Aurélio, são formas de elocução suscitadas pela imaginação e pelo afeto, e que emprestam ao pensamento mais energia, mais vivacidade, e conferem à frase mais beleza e graça. Quando esses usos linguísticos fogem à norma, temos os Vícios de Linguagem. Vamos, então, à análise de cada uma das situações descritas acima.

 

            Ana cometeu, segundo o gramático Napoleão Mendes de Almeida, uma Prosopopeia, que é a figura pela qual se dá vida, ação, movimento e voz a coisas inanimadas ou a pessoas mortas ou ausentes. Personificação é sinônimo de Prosopopeia. Na frase de João, existe uma figura chamada Silepse, que, segundo o gramático Evanildo Bechara, é a concordância de palavra para sentido. A Silepse é aceita na fala, porém, na escrita, é necessário cautela. O poeta Olavo Bilac cometeu uma Perífrase, segundo Napoleão. Trata-se do emprego de várias palavras para expressar uma ideia, para representar uma coisa. Augusta cometeu uma Elipse, que é, de acordo com Bechara, a omissão de um termo frasal ou oracional. Leonardo, ao se referir à esposa como sendo uma raposa, fê-lo em sentido metafórico. Metáfora é, portanto, o fenômeno pelo qual uma palavra é empregada por semelhança real ou imaginária, diz Napoleão. A Família Silva, ao se referir à asa da xícara, fez uso de uma figura chamada Catacrese, que é a translação (transporte) do significado por esquecimento do significado original, afirma Evanildo. Na expressão “Lar, doce Lar”, pontua Napoleão, temos uma figura nomeada Metonímia, que é o emprego de uma palavra no lugar de outra, com a qual tenha qualquer relação por dependência de ideia. A palavra “lar”, na verdade, significa “fogão, lareira, parte da casa onde se acende o fogo”, e não, “residência.” Ela passa a ter o sentido de “residência”, quando se faz Metonímia. Por último, quando a palavra “se” é pronome apassivador, o verbo da oração deve concordar normalmente com seu sujeito passivo, portanto, segundo Bechara, o correto é “Alugam-se estas casas.” Quando houver desvios das normas sintáticas, teremos um vício chamado Solecismo.

 

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Guilherme F. Sabino,

professor de língua portuguesa

Realiza Cursos

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